” Enfeites de Natal…”

O presidente do PSD disse hoje à saída de uma reunião com o PS no Largo do Rato que as negociações entre PS e a coligação não avançaram “rigorosamente nada em termos da discussão concreta que tivemos oportunidade de apresentar”.

Passos Coelho revelou que o secretário-geral do PS manifestou a sua “insatisfação” quanto ao documento facilitador enviado pela coligação ao PS.
Passos Coelho considerou que a reunião foi “bastante inconclusiva” e que não está marcada uma terceira reunião entre PS e a coligação. Apesar disso, o cabeça-de-lista da coligação aguarda “que o PS faça chegar uma contra-proposta”.
António Costa disse depois à saída que essa contraproposta vai seguir, “por escrito” para a coligação, mas que os socialistas transmitiram o que falta no documento facilitador que reduziu a “enfeites de Natal, pôs propostas do programa do PS como bolas numa árvore de Natal”.

Mas o secretário-geral do PS adiantou o que falta na proposta da coligação: “o combate à pobreza infantil, a redução dos escalões do IRS, de forma a aliviar a asfixia da classe média, um combate à precariedade e a promoção da criação de emprego, baixar o IVA na restauração e um investimento na educação de adultos”.
Para Costa a proposta da coligação não é suficiente para “romper com a política de austeridade e empobrecimento”.

O secretário-geral do PS, destacou que não está preocupado em ser o próximo primeiro-ministro, mas revelou que só inviabilizará um programa de governo se tiver um governo como alternativa, pois não alinha em “coligações negativas”.
Sobre a procura de uma solução que garanta a estabilidade, Costa advertiu: “Não temos muito tempo”. Ao mesmo tempo que disse que a proposta da coligação é “manifestamente insuficiente”, António Costa elogiou as reuniões técnicas que tem tido com o PCP, destacando que deixam de fora as áreas em que os partidos são mais divergentes (“as questões europeias”).
Questionado pelos jornalistas, Passos Coelho voltou a reforçar que “foi a coligação que venceu as eleições”, explicando que espera por isso formar governo na qualidade de primeiro-ministro.

O líder centrista, Paulo Portas, também falou à saída e ambos mostraram-se agastados com os fracos avanços deste encontro.
Passos diz que coligação fez “trabalho de casa” e que agora a bola está do lado do PS.

Sobre a atuação do Presidente, o líder da coligação diz que espera que dê posse a um governo que venceu as eleições.
A reunião durou mais de duas horas.

Delegações desunidas…

Passos Coelho chegou às 17:53 à sede dos socialistas, em Lisboa, sete minutos antes da hora marcada para o início da segunda reunião entre a coligação PSD/CDS-PP e PS para procurar soluções de governabilidade.
Pedro Passos Coelho aguardou breves momentos junto à escadaria da sede do PS para ser recebido pelo secretário-geral e pelo presidente dos socialistas, respectivamente, António Costa e Carlos César.
Três minutos mais tarde, chegaram o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, e os seus vice-presidentes Pedro Mota Soares e Assunção Cristas, que foram recebidos pelo presidente do PS.

Pouco depois, entraram na sede do PS os vice-presidentes do PSD Jorge Moreira da Silva e Marco António Costa.
Pelo PS, estão presentes nesta reunião, o secretário-geral, António Costa, o presidente, Carlos César, a dirigente Ana Catarina Mendes e o coordenador do cenário macroeconómico socialista, Mário Centeno.
Segundo o Expresso, que cita fonte da coligação, Passos Coelho e Paulo Portas estão dispostos a aceitar “todas” as contrapropostas de António Costa ao documento enviado ao PS pela coligação.

Tudo por tudo para manter o governo…
Segundo a fonte da coligação citada, a “disponibilidade vai ao ponto de admitir a entrada de António Costa ou outros nomes do PS num futuro Governo”.
Na véspera da reunião, na segunda-feira, PSD e CDS-PP fizeram chegar ao PS um texto que intitularam de “Documento facilitador de um compromisso entre a coligação Portugal à Frente e o Partido Socialista para a governabilidade”, que não foi oficialmente divulgado.
A primeira reunião de António Costa com Pedro Passos Coelho e Paulo Portas realizou-se na passada sexta-feira, na sede dos sociais-democratas, durou perto de três horas e terminou sem conclusões políticas.
Negociações à esquerda
Delegações de PS e PCP estão reunidas hoje no parlamento para conversações programáticas com vista a uma solução de Governo, testemunhou a Lusa em São Bento, antes da reunião entre os líderes do PS e da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP).
Num encontro que terá começado depois de almoço, participaram pelo lado do PS o especialista de assuntos económicos Mário Centeno, que saiu em direcção ao largo do Rato pelas 17:27, o deputado Pedro Nuno Santos e o antigo director do Hospital Santa Maria Adalberto Campos Fernandes, enquanto os comunistas foram representados pelo líder parlamentar, João Oliveira, e os membros da comissão política Jorge Cordeiro e Vasco Cardoso.
Segundo fonte ligada às negociações, encontro semelhante terá lugar na manhã de quarta-feira entre PS e BE, cuja delegação será composta por Mariana Mortágua e Joana Mortágua, Pedro Soares, José Gusmão, Jorge Costa e Moisés Ferreira, e também com “Os Verdes”, mas o local ainda está por definir.
Pelas 18:00, Centeno será um dos participantes, juntamente com o secretário-geral socialista, António Costa, na segunda reunião, na sede do PS, com o primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro, Passos Coelho e Paulo Portas, para discutirem a viabilidade do “documento facilitador de um compromisso entre a coligação PaF e o Partido Socialista para a governabilidade de Portugal“.
“PS está em melhor posição do que a direita para formar um governo estável”
O secretário-geral socialista em entrevista à Reuters diz que o seu partido está pronto para governar e “virar a página da austeridade”.
A poucas horas da segunda reunião com Passos Coelho e Paulo Portas (esta tarde a partir das 18.00, no Largo do Rato), António Costa garantiu que o PS está em condições de conduzir o País e que está em melhor posição de o fazer do que a direita.

Na entrevista à agência Reuters, o líder socialista salientou que as negociações com o Bloco de Esquerda e PCP basearam-se no programa do PS enquanto as conversações com PSD e CDS basearam-se nos planos da coligação.

Para António Costa, o crescimento dos partidos de esquerda acabou por “colocar o PS como o maior partido português”.
Segundo Costa as eleições legislativas de 4 de Outubro mostram um “desejo de mudança na política” portuguesa, o que na sua opinião é visível na maioria de votos reunidos pelas forças que se opõem à política de austeridade do governo de Passos, que averbou a “segundo pior resultado eleitoral da história da direita” e que os resultados atribuem ao PS a responsabilidade de não inviabilizar um Governo sem que haja uma alternativa.

O secretário-geral do PS justifica as negociações com PCP e BE têm como objetivo criar “condições para que possa haver um Governo estável, credível e consistente nos próximos quatro anos“.

Costa espera concluir as negociações para poder formar governo a “curto prazo“.

JV

...ainda unidos...

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Paulino Fernandes
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