EDITORIAL

Eleições antecipadas podem vir a ser necessárias

Os bons resultados do Governo com o cumprimento de obrigações internacionais (défice em 2,3 %), o crescimento a aumentar, prevendo-se 1,7 para este ano, o desemprego a diminuir e as questões da banca em fase de “arrumação“, considerados em simultâneo com as sondagens que colocam o PS à beira ou mesmo já com maioria absoluta podem empurrar para uma clarificação.

Tal possibilidade que agrada a muitos sectores, do Presidente da República à necessidade do PSD encontrar um novo líder já que Pedro Passos Coelho se mostra “agarrado” à liderança, podem ser uma solução viável.

A situação do PSD desagrada a todos excepto o cada vez menor círculo que rodeia o Presidente do PSD.

O mau estar é generalizado e, por cada mês que passe, o PSD vê a distancia aumentar para o PS, consubstanciando-se nas dificuldades evidentes para encontrar candidatos com possibilidades de vencer as Autárquicas, casos especiais do Porto onde o PSD apresenta um desconhecido que não galvaniza ou, mais grave ainda, em Lisboa, ainda sem candidato.

As figuras de proa do PSD temem uma pesada derrota e não arriscam.

Eleições antecipadas provocariam o Congresso extraordinário do PSD e o afastamento de Pedro Passos Coelho que já nem o CDS de Assunção Cristas considera útil, vejamos o desenlace em Lisboa, a TSU e um conjunto de outras posições do líder do PSD, dia-a-dia mais arrogante, um pouco como que a “fugir para a frente” em desespero.

O CDS acredita também que a situação o favorece, podendo crescer à custa do PSD.

Acresce a tudo isto a dificuldade que o PS vai encontrando junto dos aliados de Governo, dia-a-dia mais intratáveis, com o BE e o PCP a renovarem exigências que António Costa pode não ter condições para realizar,  ou mesmo não desejar.

Por todas estas razões, não surpreenderia o desencadear de Eleições antecipadas.

Paulino B. Fernandes - Director

Paulino B. Fernandes – Director

PF

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Paulino Fernandes
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