REZEM por MIM, um apelo do Papa Francisco

A visita de Sua Santidade o Papa Francisco ao Santuário de Fátima, colocou Portugal no topo dos grandes acontecimentos Mundiais.

Vivemos um dos períodos mais conturbados e perigosos da história da Humanidade; é preciso uma nova ética e um novo rumo, para minimizar a diferença cada vez maior entre ricos e pobres; que está na origem das grandes conflitualidades entre povos e Nações; e a ser um meio de propaganda, para justificar o radicalismo religioso e ideológico. Francisco pede frequentemente para que rezem por Ele, e não é por temer pela sua vida porque já deu provas de que não tem medo, fazendo-se transportar em carro aberto, nos vários países que tem visitado, mas sim porque tem uma missão a cumprir. 

Francisco à chegada

O Chefe supremo da Igreja Católica, sabe ser muito difícil alterar uma situação de injustiça milenar, que também se instalou na sua própria Instituição, mas os tempos têm que ser de mudança; e a religião Católica tem que dar o exemplo.

Desde o primeiro dia em que foi aclamado Papa, que Francisco marcou a diferença dos seus antecessores.

João Paulo II abordou este tema muitas vezes com Bento XVI; foram amigos, e ambos sabiam que o Vaticano não estava a dar o exemplo no combate, às grandes assimetrias sociais que existem no Planeta.

Todos os dias o número de seres humanos que atingem a pobreza extrema, é milhares de vezes superior ao de novos milionários; esta triste realidade, coloca 2000 milhões de seres humanos a lutar pela sobrevivência.

Se este terrível quadro não mudar, a humanidade começa a perder a esperança de ver algum equilíbrio e aproximação, entre os que tudo têm e os que nada possuem.

Francisco sente ter chegado o momento para a missão que tem a cumprir; mas precisa de muito apoio dos fiéis, e daqueles mais próximos que não serão muitos.

A Igreja Católica, não pode continuar a ostentar tanta riqueza; sendo esta uma questão discordante, nas altas Hierarquias desta Instituição com 2000 anos, e que colide com um princípio de que Francisco I nunca abdicará, que é a sua condição de Franciscano; foi assim que chegou a Papa, e assim continuará até ao final dos seus dias.

Desde a sua primeira apresentação aos fiéis, que Francisco pediu humildemente para que rezassem por Ele, para reforçar a sua determinação em alterar alguns dos paradigmas que no passado e recentemente, afastaram muitos fieis da Igreja.

É para os fazer regressar, que os últimos três Papas vão desempenhar um papel determinante, nesta viragem de atitudes e preconceitos que terá como alvo principal os Jovens, que foram sempre uma preocupação constante de João Paulo II, porque serão eles, os grandes transmissores das novas doutrinas e mentalidades, que terão como base a defesa dos direitos humanos alicerçados na solidariedade, no conhecimento e na dignidade humana.

Só assim, a Igreja Católica conseguirá reafirmar-se na vanguarda daqueles que defendem um mundo justo.

Francisco e Maria

João Paulo II despertou a Juventude; sabia que seriam eles a dar o início à esperada mudança, invertendo muitos dos comportamentos que são algumas das causas identificadas do empobrecimento, que tem provocado terríveis danos sociais, muitas vezes irreparáveis.

Francisco sabe que combater a pobreza nas suas raízes, não vai ser tarefa fácil, mas não se pode esperar mais; como Franciscano, ninguém melhor entende o sofrimento daqueles que nasceram em berço de pobreza, e   nunca tiveram uma oportunidade para sair dela.

O Papa Francisco alertou várias vezes, mundo só alcançada com um equilíbrio na repartição de bens, que leve que a paz no seria à erradicação da fome no planeta; e que a zona com mais incidência deste flagelo a curto prazo será na Europa; o berço civilizacional e do Cristianismo. 

Francisco, à partida

João Paulo II foi o percursor da grande abertura a leste, com o movimento solidariedade na Polónia e a queda do muro de Berlim; ele sabia bem, que a missão de que fora incumbido não a iria completar em vida; sempre a seu lado esteve Bento XVI, que iria ser um Papa de transição por duas razões: João Paulo II não era de fácil substituição, e Bento XVI que nasceu na Alemanha optou por abdicar; abrindo caminho a Francisco I que é o primeiro Franciscano a ocupar a cadeira de São Pedro.

Após ser aclamado Papa, Francisco alertou a comunidade internacional de que muitos países estavam a empobrecer a um ritmo muito perigoso, situação que poderá levar a um conflito entre nações ricas e pobres; tendo de imediato utilizado a sua autoridade num papel de mediador no combate às grandes desigualdades; uma situação explosiva, que já entrou em contagem decrescente.

O Mundo tem os olhos postos neste Homem dotado de uma grande humildade, que está decidido a marcar a diferença dos seus antecessores.

Ele é o Papa, mas nunca deixou de ser um Franciscano, que tem uma missão a cumprir como Cristo lhe ensinou; que é sensibilizar o mundo para o flagelo da fome, da intolerância, da xenofobia e da desigualdade; aparecendo no momento certo, para deixar uma esperança a todos os que se sentem injustiçados; que é afastar e dissociar a religião Cristã, da fábrica de bilionários que está na origem, do grande caudal de pobreza em todo Mundo; que serve para alimentar o radicalismo e o ódio, e coloca a longo prazo em risco a existência do Cristianismo, sendo esta a grande preocupação do Papa Francisco, que o torna diferente de todos os seus antecessores.

* Joaquim Vitorino, Jornalista

Joaquim Vitorino

Nota do Autor, aos céticos e descrentes de Fátima:

Em 1917, nenhuma tecnologia poderia ser utilizada porque à época não existia, que simulasse uma aparição como por exemplo em Holograma que hoje seria possível. Mesmo assim, a ciência de hoje teria a capacidade para contrariar qualquer encenação!

A Virgem Maria, esteve em Fátima há 100 anos; a mensagem que nos deixou, está hoje à vista de todos!…

 

 

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Paulino Fernandes
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