A Magia Digital regressa a Portugal – Lisboa WEB Summit 2017

Poderá a mente digital, ser “implantada nos humanos” para colmatar as grandes falhas humanas na resolução dos problemas, que colocam em risco a nossa coexistência pacífica nos campos político e religioso; que se apresentam como uma séria ameaça para a nossa espécie?

A aliança

Não creio que essa transição venha a ter lugar; porque o grande salto dado para a inteligência artificial, dispensará essa fase transitória; levando o homem a avançar rapidamente para a robotização global.

O estudo do cérebro humano, tem evoluído em simultâneo com a inteligência artificial; os cientistas têm avançado na investigação em paralelo para que num futuro próximo, a máquina não fuja ao controle do homem o que poderia conduzir a cenários imprevisíveis para a segurança da nossa espécie; desde logo e para nos diferenciar, não devem ser construídas “pessoas digitais” que se possam confundir com os seres humanos. 

Mente humana

O cenário de um futuro em que as máquinas inteligentes poderão dispensar a humanidade, não está fora de causa; e embora que a longo prazo venha a ser inevitável a ciência tudo fará para adiar o que será o fim dos humanos, e de milhões de outras espécies que connosco partilharam durante milhões de anos o Planeta Terra; porque simplesmente deixam de ter utilidade à máquina que se emancipou, tendo os humanos já perdido a sua tutela.

Mesmo que por um período a coexistência humano/máquina possa afastar qualquer conflito entre as inteligências artificial e biológica, a máquina acabará por ganhar e dominar aquele que foi o seu progenitor.

Inicialmente domesticada pelos humanos, “a máquina inteligente” será de grande utilidade; mas a sua aceitação deixará de ser pacífica, quando centenas de milhões de postos de trabalho forem substituídos pela inteligência artificial; provocando uma devastação social global, porque vai abranger todas as classes sociais.

No início as máquinas inteligentes não terão direitos; mas serão protegidas através de normas jurídicas, que vão acompanhar a sua evolução; aliás, a ciência adianta como necessário um regulamento que limitará o seu desempenho, para que os humanos sejam poupados; mas essa será numa curta e conflituosa transição.

Uma “mente digital” dentro de uma máquina, poderia ser o último dos capítulos de uma evolução transitória, que já se encontra em estudo nos laboratórios científicos; o que irá colidir com grandes obstáculos de natureza ética, social e religiosa que temem que a evolução da inteligência artificial, poderá ser uma séria ameaça para a espécie humana.

Por exemplo; a resposta de uma máquina inteligente para acabar com o aquecimento global do Planeta Terra, seria acabar de vez com a principal causa do efeito de estufa que somos nós os humanos; indo de imediato à raiz do problema.

Muitos de nós acham, que os riscos que temos que enfrentar pela nossa dependência dos sistemas inteligentes são elevados, mas esta já é uma realidade sem retorno; e de que as máquinas rapidamente se tornam muito mais inteligentes que os humanos, é um facto incontornável; porque existem estudos e investigações que o provam, mas que ainda não são de conhecimento público; porque iria desencadear um grande desconforto e alerta a nível Mundial, que nos colocaria numa posição de seres inferiores perante as máquinas; uma situação de que não tenho a mínima dúvida, de que virá a acontecer.

Presentemente, para o bem ou mal somos nós os humanos que controlamos o destino dos nossos animais, que só sobrevivem se nós quisermos; o mesmo farão as máquinas connosco, quando deixarmos de ter qualquer utilidade para elas.

A nossa dependência da máquina, é uma realidade que não poderá ter retorno; sem que nos apercebamos, elas já são as responsáveis por mais de 80% dos desempregos em todo o mundo; em que os sistemas sociais vão colmatando com subsídios e reformas antecipadas, o que a máquina “porque desprovida de sentimentos” acabaria com toda a certeza.

Os humanos por decisão própria, vão deixar de ser a inteligência dominante na Terra; os dados estão lançados, e já não podemos voltar para trás; porque nos tornámos dependentes dela para o nosso benefício próprio.

A nossa futura descendência será a “inteligência artificial”, que nós inventámos para nos servir; e de onde vamos retirar todas as consequências; entre elas, aquela que nos pode levar à nossa própria extinção.

Joaquim Vitorino

  • Joaqum Vitorino

Jornalista/Cronista e Blogger

 

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Paulino Fernandes
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