Paraquedistas impedem entrada de grupos armados em Bambari, na República Centro-Africana

A Força de Reação Imediata de paraquedistas do Exército Português, ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana, viu-se novamente envolvida em intensos confrontos ontem ao início da tarde, depois de ter sido novamente chamada a intervir, na sequência de um ataque à esquadra policial no centro da cidade de Bambari, localidade a 400 km da capital do país, Bangui.

Pelo segundo dia consecutivo, no percurso entre o acampamento onde se encontram atualmente os militares portugueses e o local do incidente, os paraquedistas foram recebidos por intenso fogo opositor de várias direções e no local entraram em combate com elementos de grupos armados.

Foi sempre observada a presença de muitos civis afetos aos atacantes, dificultando a movimentação dos militares da força, por vezes criando barreiras, deitando-se no chão para obrigar as viaturas a pararem para depois serem batidas por fogo de armas ligeiras dos dois lados do itinerário.Ao chegarem ao local os militares ocuparam posições dentro do quartel da “Gendarmerie” e, nesse ponto, responderam ao fogo.

Na sequência dos confrontos, as unidades de paraquedistas foram desenvolvendo a sua manobra para o exterior da “Gendarmerie”, seguindo em itinerário na direção do centro da cidade, empurrando os elementos dos grupos armados das duas fações (Anti-balaka e ex-Seleka), para a periferia da cidade. Várias viaturas portuguesas foram atingidas e danificadas.

A operação foi apoiada por um helicóptero do Paquistão, também ao serviço das Nações Unidas, onde embarcaram atiradores dos paraquedistas portugueses, tendo a sua ação sido coordenada pela equipa de controladores aéreo tático avançados da Força Aérea portuguesa, que integram esta força nacional destacada conjunta.

Cerca de 60 elementos armados que se dirigiam para o centro da cidade, para reforçar o grupo que atacava a esquadra da “Gendarmerie”, abriram fogo sobre o helicóptero, tendo sido necessário, em último recurso, usar a força para responder ao fogo e impedir o avanço para Bambari.

Nas imediações da Gendarmerie foram identificados positivamente pelo menos 40 elementos armados.

Os combates com os dois grupos acima referidos duraram cerca de 5 horas, tendo a ação dos militares portugueses sido crucial na limpeza da área e no reforço de posições defensivas junto ao centro da cidade e da ponte de acesso a Bambari, impedindo assim a entrada para o centro da cidade de elementos armados Anti-balaka.
A situação acalmou e as autoridades locais conseguiram dialogar com a outra fação de combatentes no local, de grupos ex-Seleka, que se concentravam junto ao centro da cidade e acabariam por desmobilizar e abandonar o local.

Não há ocorrências a registar entre os militares portugueses, encontrando-se todos em segurança.

O atual contingente é composto por 156 militares do Exército, na sua maioria paraquedistas, e 3 da Força Aérea, sendo no total 159 militares em operação.

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Paulino Fernandes
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