108 anos depois da implantação da República, muitos portugueses ainda se questionam sobre as verdadeiras motivações do regicídio, que posteriormente obrigou D. Manuel II, que foi o último Rei português ao exílio.
Ao tempo já existia uma Monarquia Constitucional moderna, com o poder descentralizado num quadro político bastante amplo e avançado para aquela época; sendo o Rei uma figura central, mas que não governava o país.

Bandeira de Bragança-Saxe Coburgo e Gota

Hoje sabemos que as últimas quatro gerações vividas em República, ressalvando alguns episódios positivos, não justificam a morte do Rei e do seu filho e, se ao fim de tantos anos faria algum sentido regressarmos à monarquia, evidentemente que sim; e teria uma incomensurável vantagem por várias razões que à frente irei mencionar.

Não obstante alguns condicionalismos, que eventualmente poderiam surgir na escolha da figura de um Rei que conseguisse reunir um consenso para representar não só os monárquicos como todo o povo português; provavelmente esta seria a única solução que resta, para que pudéssemos inverter o ciclo de pobreza continuada que atingiu Portugal há mais de 100 anos.

Nos últimos 25 anos (uma geração), mais de metade dos portugueses baixaram na hierarquia social; com mais de 20 por cento da população a entrar na pobreza sem retorno, ao que se juntam mais 40 por cento dos portugueses que vivem em pobreza se comparados com os seus parceiros europeus; sendo os jovens e crianças, e também idosos, os mais penalizados.
A enorme dívida pública que o país contraiu nos últimos anos, não serviu para desenvolver o país; tendo sido nulos os resultados dos sacrifícios exigidos aos portugueses, que começam a perder a esperança de um Portugal próspero e justo para aqueles que actualmente, vivem em piores condições que os seus progenitores viviam há 30 anos.
O peso da enorme dívida pública, deixou Portugal sem perspectivas de melhorar a qualidade de vida da sua população; motivo que levou à quebra do frágil elo, que ligava os portugueses à elite dominante; que tem perdido todas as oportunidades, para retirar o país da cauda da Europa.
Nos últimos 10 anos, os portugueses foram o povo que mais empobreceu na União Europeia, com uma grande incidência na pobreza infantil e jovem; precisamente aqueles, que vão ter que pagar a monstruosa dívida pública, que a última geração de governantes contraiu.
A pobreza prolongada, a que se junta uma taxa de desemprego jovem elevada, tem sido a impulsionadora da maior taxa de emigração dos países da União Europeia, e é também responsável pela elevada quebra da natalidade em Portugal; que dificilmente inverterá, esta tendência nos próximos anos; porque não existem condições apelativas, para travar a emigração por um lado, e por outro criar condições que estimulem o regresso  dos nossos emigrantes; que nos últimos anos, constituem a elite da migração mundial; levando para fora o melhor que as nossas Universidades produzem.
Neste contexto e voltando à questão “Monarquia versus República”, esta última falhou por vários motivos que são do conhecimento público.
O regime republicano vigente teve origem no assassínio do Rei e de seu filho o Príncipe Real por motivos vingativos de um pequeno grupo; que depois é aproveitado por vários outros, que lançaram o país num caudal de pobreza e no caos revolucionário durante 18 anos; que como consequência, daria lugar a 4 décadas de ditadura.

Bandeira Portuguesa

Em 1974 renascia alguma esperança de que finalmente os portugueses iam ter um país diferente, mas foi sol de pouca dura; Portugal está hoje muito mais assimétrico e com escandalosas desigualdades, algumas dúvidas e uma certeza; este regime não cumpre com os seus cidadãos e nunca se submeteu a um referendo. Portugal foi nos últimos anos transformado numa enorme fábrica de pobreza; que levou aos caminhos da emigração mais de um milhão e duzentos mil dos nossos melhores cidadãos, que deixaram para trás o país mais pobre em literacia que é a mais baixa taxa da Europa; onde a média é superior ao dobro da portuguesa.
Os maiores feitos e desafios da história de Portugal, forem todos eles protagonizados em regime monárquico; que manteve unido centenas de anos, um território 130 vezes superior ao actual.
Quase todas as monarquias do Mundo, ocupam os primeiros lugares no ranking do desenvolvimento, felicidade do seu povo, prosperidade, cultura e modernização.
A República portuguesa, bloqueou-se no artigo (288 da constituição) que a defende; ao abrigo do qual empobreceu o país, e contraiu um enorme deficit para com o povo português. Portugal teria todas as vantagens, em viver numa monarquia constitucional; que seria motivadora de patriotismo e autoestima do seu povo, elevação moral e orgulho no nosso passado; transmitindo às nossas crianças e futuras gerações, de que valeu a pena ter nascido em Portugal.

* Joaquim Vitorino

 

 

 

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Paulino Fernandes
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