“Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar.” (Caio Júlio César)

 

Lusitânia, foi o nome atribuído à zona Oeste da Península Ibérica, na qual vivia o povo lusitano, desde o período neolítico.

No ano 29 A. C., e na sequência da invasão da Península pelos romanos, a a partir daí chamada Lusitânia Romana, passou a incluir, até ao ano 411 D.C., aproximadamente, a localização correspondente ao actual território português.

Durante o período da ocupação romana, os lusitanos viveram em constante clima de guerra com os ocupantes, tendo-se distinguido nesses confrontos, durante cerca de dez anos, o seu lendário chefe Viriato.

Os romanos, embora tendo ocupado o seu território, nunca conseguiram subjugar os lusitanos, sendo atribuída ao imperador Caio Júlio César[i] a célebre frase que serve de subtítulo a este texto.

Passados que são cerca de vinte e um séculos, e após duas tentativas mal sucedidas de dominação castelhana, o povo português, historicamente descendente dos lusitanos, encontra-se, de novo, numa situação de subjugação, agora comandada pelos interesses financeiros internacionais, os quais com a cumplicidade de governos e de outras figuras da política nacional, a maioria dos quais, gente sem nível nem qualificações para tal, que, numa sociedade orientada pela competência, pela honestidade e pela ética, não passariam de moços de recados, estão a enfraquecer o país e a abrir as portas da miséria a milhares de portugueses.

Será a altura então de os portugueses, à semelhança dos seus antepassados, combaterem sem tréguas os novos invasores e os seus cúmplices internos.

É o que procurarei fazer com o meu contributo através desta coluna de opinião, 100% independente de qualquer facção política ou económica, e sem qualquer interesse em benefícios pessoais.

Até breve

 

[i] Existem correntes que atribuem a frase ao general romano, Galba