New Horizons

Quando a 5 de Setembro de 1977  a Voyager I  foi lançada  rumo ao espaço interestelar, levava uma mensagem dirigida  para uma eventual inteligência extraterrestre; num disco de ouro continha imagens e palavras selecionadas por Carl Sagan.

Esta nave saiu da Terra há quase 40 anos; foi para os cientistas uma longa e penosa espera; muitos deles que trabalharam intensamente no projeto, sabiam serem outros que iriam colher os frutos desta investigação que diga-se a Voyager I cumpriu a sua missão.

Mas está na hora de enviar outras  mensagens, porque os humanos evoluíram muito nos últimos anos em tecnologia e a ansiedade de um contato extraterrestre esteve sempre presente desde Galileu e Copérnico, mas será como encontrar uma agulha num milhão de palheiros.

Em 2006 a NASA lançou uma sonda espacial chamada New Horizons que chegará a Plutão no próximo ano,  para estudar o ex-planeta e suas luas.

A New Horizons encontra-se neste momento a uns 500 milhões de quilômetros da Terra, mas graças a uma ideia de Lomberg  que ao tempo esteve envolvido  no disco de ouro de Carl Sagan, esta pequena sonda irá realizar uma nova missão continuado a sua grande viagem.

Lomberg percebeu que quando a New Horizons terminar de enviar todas as informações sobre Plutão para a Terra, o sistema da sonda vai ficar com bastante memória extra, capacitando-a para uma nova missão; ser-lhe-ão  aplicados novos dados que depois vai utilizar quando passar para fora do nosso sistema Solar; sendo a primeira vez que uma sonda será reutilizada depois de cumprir a missão para que estava destinada.

No ano passado Lomberg  pediu para a NASA considerar este seu plano o que foi aceite.

A New Horizons vai ser portadora  de  mensagens muito mais atualizadas em tecnologia e no tempo, para a sonda levar para além do nosso sistema solar; provavelmente continuará a viajar para além da existência humana na terra; transmitindo a outras civilizações a mensagem de que nós estivemos neste minúsculo habitat e que nos desenvolvemos ao nível tecnológico de lhes podermos levar este contato.

Se ninguém  receber, todo o sofrimento Humano terá sido inútil; porque não vamos deixar vestígios da nossa existência, para podermos alertar outras civilizações que tomamos o caminho errado, que como consequência nos levou à extinção da nossa espécie, e da destruição do nosso Planeta.

A ciência não descansa; para que numa corrida contra o tempo, possamos  encontrar uma resposta por mais pequena que seja, para atenuar a pressão em que o nosso pequeno Mundo vive; talvez quem sabe, a solução esteja num contato ou mensagem vinda do exterior que nos ensine a viver para podermos cumprir um objetivo; conseguirmos um dia sair da terra para sermos nós a levar a mensagem de paz ao Universo, em vez de a termos que receber.

 Joaquim Vitorino

Joaquim Vitorino

Astrónomo Amador
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