No mundo conturbado em que vivemos, as ameaças são, nos dias que correm, uma realidade constante.

Ele existem as ameaças externas, ou vindas do exterior, como sejam; o ébola, o estado islamita, com a sua violência mediática, que pouco difere da violência praticada pelas cruzadas na chamada terra santa, os vários confrontos armados espalhados pelo globo, numa espécie de III guerra mundial a prestações, o aquecimento global, etc..

Algumas destas ameaças, que a opinião pública trata como se fossem coisas que se passam lá longe, poderão não estar tão distantes como se pensa.

Para além dessas, temos as ameaças internas, que ocorrem já à nossa porta e cujos efeitos, mais ou menos imediatos, poderão ter consequências sérias nas nossas vidas.

1- Para além do governo de Passos Coelho, uma situação que, por vias da actuação do mesmo, continuará a ser uma ameaça para a economia, nomeadamente para as Pequenas E Médias Empresas, e para os contribuintes portugueses, é o chamado “ caso BES” .

A demissão do Dr. Vitor Bento, é a atitude normal de um Presidente de Conselho de Administração, que não está de acordo com as alterações estratégicas impostas “a posteriori” pelo accionista, só lhe resta mesmo o pedido de demissão.

Ao contrário do que vieram logo afirmar alguns títeres, cuja noção de responsabilidade é tão segura como a de irreversibilidade, a demissão não foi um acto irresponsável.

Irresponsável é a forma como todo este processo tem vindo a ser gerido, desde a venda de “gato por lebre”, no aumento de capital do banco, até à confusão e instabilidade gerada no interior e exterior do banco, que conduzirá, irremediavelmente, à sua desvalorização do banco, e à esperada venda por meia dúzia de patacos, com o consequente prejuízo para os portugueses.

2-A anunciada formação, pelo Dr. Marinho e Pinto, de um novo partido político, é, para a actual corporação de políticos, uma ameaça. Penso, todavia, que , sob o ponto de vista dos cidadãos comuns, se deverá aguardar a apresentação do referido partido, para conhecer qual será a sua linha de actuação, sobretudo, quem serão as pessoas que acompanharão o Dr. Marinho e Pinto, nesta iniciativa.

3- Outra ameaça para a corporação política é a proposta de António J. Seguro de diminuição do número de deputados e de revisão da lei das incompatibilidades. Isso faz-se Dr. Seguro? Então o que é que os inúteis em excesso iriam fazer depois? E os filhos que herdam os lugares dos pais, e os tachos pós-política? Nem pensar. O melhor até é capaz de ser, aumentar o número de deputados. Não é verdade meus senhores?

4- Ameaça para os portugueses poderão também ser as próximas eleições presidenciais.

Parte dessa ameaça foi já afastada pela afirmação de Durão Barroso, o tal que abandonou o cargo de 1º ministro, lembram-se?, de que não concorrerá às mesmas.

Utilizando um estilo que é muito do agrado de Barroso, eu digo “porreiro pá” . Até breve