O Governo de Passos Coelho chegou ao fim da estrada; ele já percebeu e os portugueses também.

Nota-se a olhos vistos que o relacionamento com o parceiro de coligação tem vindo a agravar-se desde o “celebre” episódio de que foram protagonistas Paulo Portas, Vítor Gaspar, e Maria Luís Albuquerque, que teve uma feroz oposição do primeiro na substituição do cargo ocupado por Gaspar, em que o Primeiro-Ministro manteve a nomeação daquela que se veio a revelar uma Ministra das finanças competente e hábil, é justo reconhecer.

Pelas recentes sondagens os portugueses querem dar uma última e derradeira oportunidade ao Partido Socialista na pessoa de António Costa; se este falhar, então podemos dizer que chegámos ao fim da estrada deste ciclo de regime em Portugal.

Qualquer tipo de ditadura mesmo disfarçada, o povo português certamente que a vai repudiar, pelo que se deve dar lugar a alternativas onde uma delas pode ser, a restauração de uma Monarquia Constitucional para repor urgentemente a disciplina e a justiça no nosso país; e sobretudo a esperança dos portugueses que anda por aí algures perdida; mesmo para aqueles que estão a chegar ao “fim da estrada” que “já não vão beneficiar dela” mas ficará para as futuras gerações.

Para Passos Coelho não tem sido tarefa fácil ter como parceiro na coligação um partido que se preocupa mais em não perder o pequeno eleitorado que tem, do que assumir medidas duras e de risco que ao aceita-las sem contestação no seio do Governo, levaria ao desaparecimento deste pequeno partido.

Teve lugar recentemente a segunda mais longa reunião do Governo, o que deixa transparecer grandes divergências a curto prazo; o que vai dar ao Sr. Presidente da República a única saída para minimizar estragos que já são bastante avultados, e que seria convocar eleições tão depressa quanto possível.

A descredibilização da classe política em Portugal começou em 2008, com o início da crise que deixou a descoberto as grandes fragilidades do sistema, em que a complexidade económica e financeira das famílias e empresas, assentava no endividamento contínuo e sem regras, que deixou centenas de milhares na falência; e por outro lado abriu caminho à corrupção e enriquecimento fácil para muitos portugueses; o que criou grandes assimetrias na nossa sociedade, onde os mais pobres foram os mais penalizados.

Este Governo e o anterior, é em parte da responsabilidade do Sr. Presidente da República por não ter travado a tempo os erros que nos conduziram à maior dívida europeia por capita; tinha o poder para o fazer, a que junta em seu abono a sua reputação em finanças e economia; não o tendo feito, associou o seu nome aos Governos de José Sócrates e Passos Coelho que ficarão ligados ao pior período da Nação em tempo de paz; foi uma opção que deixou escapar, mas que infelizmente para ele e para a Nação optou mal.

A continuidade em funções deste Governo coube sempre ao Sr. Presidente da República, com uma pequena atenuante; a cisão no PS não aconselhava a eleições antecipadas, porque deixaria tudo na mesma o encorajou o Presidente a manter a coligação; se não o fizesse teria poupado ao país mais de 50.000 milhões em divida pública, e um atraso na recuperação económica que nos levou para a cauda da Europa; e que de nada nos serviu para desenvolver o país.

Portugal regressou aos anos 60 nos níveis de emigração e da pobreza; com a grande desvantagem da primeira, sair das universidades diretamente para os países que nos emprestaram o dinheiro para a sua formação. Este governo está “moribundo” e está a atrasar ainda mais o país; não fazendo qualquer sentido o Sr. Presidente da República mante-lo em funções; e deixar-se arrastar com ele até “Ao Fim da Estrada”.

Joaquim Vitorino, Director – Adjunto

Fim da estrada...

Fim da estrada…

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