A História ao vivo, no Parque dos Monges

Com a Batalha de Aljubarrota como tema de fundo, o Parque dos Monges em Alcobaça é a prova viva de que o ano de 1385 não foi esquecido pelos portugueses.

Aljubarrota foi até aos nossos dias a “Marca Indelével” da nossa independência e da identidade como povo, que 115 anos depois se apresenta como a primeira Nação globalizante; com o controle sobre os mares e Oceanos.

Abadia de Santa Maria - Alcobaça

Abadia de Santa Maria – Alcobaça

Portugal levou em poucos anos a todo o Mundo, a Civilização Ocidental e a Fé Cristã, colocando lado a lado as Bandeiras das Cinco Quinas de D. João IV o restaurador, e a Cruz de Cristo.

Nenhum país teve uma ascensão tão rápida como Portugal; nem Alexandre o Grande o conseguiu; até porque os portugueses deram sempre prioridade à diplomacia em detrimento da força e deixaram o seu vínculo por todos os cantos da Terra.

Homens destemidos

Homens destemidos

 

Fez este ano 630 anos que fomos protagonistas de uma das mais significativas Batalhas Medievais; a de Aljubarrota, a quem dediquei uma Crónica no Semanário “O Mundo Português” e também no Jornal Blogue Povo de Portugal, que também coincidiu com os 600 anos da conquista de Ceuta, que foi o ponto de partida para a nossa Grande epopeia Marítima e em África. Recordo que o nosso país, também foi conquistado.

O Império português ao tempo de D. João V, se fosse naquele tempo dividido pelos poucos portugueses que éramos, a cada caberia uma parcela com 140 quilómetros quadrados.

Como se sabe, hoje estamos reduzidos à nostalgia do que fomos no passado.

Símbolos

Símbolos

Em nenhum local no nosso país, foi tão marcante a atividade dos Monges como em Alcobaça, onde a Ordem de Cister deixou as suas marcas numa vasta extensão que lhes foi confiada a partir dos finais do século XII; dando à região de Alcobaça, numa área entre Leiria e Óbidos o maior desenvolvimento agrícola daquela época; todas estas atividades podem ser vistas no Parque dos Monges em Alcobaça; onde para além de um Torneio Medieval com grande fidelidade à época, estão representadas Tecedeiras, a Padeira de Aljubarrota, Falcoaria, Ferreiros e outros conhecimentos dos Monges como a botânica medicinal, cujos benefícios para as populações da época chegaram até aos nossos dias.

Os eventos são animados por grandes representações, que nos surpreendem pelo grande profissionalismo de todos os intervenientes.

Para além de uma atividade económica que representa o investimento turístico, Alcobaça está de parabéns por não deixar morrer o passado, que é uma exigência de quem acredita no futuro do nosso país; e os jovens portugueses agradecem que os Heróis de Aljubarrota sejam lembrados, porque a eles devemos a nossa independência.

Castelo

Castelo

Foi nesta zona de Portugal que há 630 anos atrás tudo esteve em jogo; é muito provável que muitos dos jovens Monges de Cister, tenham integrado as fileiras do Exercito de D. João I pegando em armas, e participado na Batalha de Aljubarrota; colocando as suas vidas à disposição de D. Nuno Álvares Pereira.

* Joaquim Vitorino

Jornalista/Cronista/Blogger

 

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