A escritora e jornalista Svetlana Aleksievitch, Nobel da Literatura 2015, afirmou hoje que respeita a Rússia da cultura e da ciência, mas não o «mundo russo de Estaline e Putin».
Na conferência de imprensa, Svetlana Aleksievitch afirmou que as pessoas não se deviam submeter aos sistema totalitários e afirmou que o Nobel da Literatura é uma recompensa pessoal, mas também para a cultura bielorrussa e para um “pequeno país que sempre viveu sob pressão“.
O encontro foi marcado por causa do galardão, mas a escritora acabou por falar sobretudo da atualidade política, nomeadamente sobre a Rússia.
Svetlana Aleksievitch, 67 anos, era uma das autoras favoritas ao Nobel da Literatura e, desta vez, as apostas estavam certas.
A academia refere que, devido às posições políticas críticas ao regime, Aleksievitch viveu exilada na Itália, França, Alemanha e Suécia.
Nascida sob bandeira soviética, em Ivano-Frankovsk, na Ucrânia, Svetlana Aleksievitch é filha de um militar bielorrusso e mãe ucraniana. Entre 1967 e 1972, a autora estudou jornalismo na Universidade de Minsk.
Em 2013 foi distinguida com o Prémio Médicis Ensaio pela obra “O fim do homem soviético“, que encerra uma série de cinco volumes intitulada “Vozes da utopia“, na qual aborda a ex-União Soviética (URSS) e a sua queda, numa perspetiva individual.
A série foi iniciada com “A guerra não tem o rosto de uma mulher” (tradução livre), primeiro livro da autora, que se baseia em entrevistas a centenas de mulheres que participaram na II Guerra Mundial (1939-45).
Nota: Todos nós Jornalistas estamos de parabéns; a Svetlana é um incómodo para os “novos Imperialistas“, e foi sempre uma mulher de coragem que esteve muitas vezes na mira daqueles que não permitem as verdades.
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