Recentemente eleito, o novo Presidente espalha “afetos” um pouco por toda a parte; é uma atitude simpática, mas não ajuda a retirar da pobreza 1/3 dos portugueses; muitos deles a situação social anterior que tinham, não lhes permite sequer a mendicidade.

Inércia total e deixa andar, tem sido uma constante dos últimos governos sobre o maior flagelo no nosso país que é a pobreza.

Portugal é o maior produtor de pobres em tempo de paz; em apenas seis anos foram atirados para a pobreza extrema um em cada 10 portugueses, enquanto 20% da população ativa abandonou a classe média para irem engrossar o rol dos pobres.

Recentemente a Santa Casa da Misericórdia lançou no terreno um grupo de voluntários para se inteirar desta dramática situação; percorreram à noite as ruas de Lisboa e o que viram é aterrador.

Famílias inteiras vindas da classe média, vivem enroladas em cartões a suplicar por comida nas arcadas do terreiro do paço e no Pavilhão de Portugal; os últimos anos marcaram negativamente os portugueses, como dos piores da nossa existência como Nação.

Os nossos governantes e também muitos de nós, vangloriam-se dos grandes exemplos de sucesso de alguns portugueses fora das nossas fronteiras; administradores de bancos, investigadores e futebolistas, comissários das Nações Unidas e da União europeia, são posições muito pomposas para os interessados; alguns deles adquiriram licenciaturas pagas com impostos de todos nós; outros emergiram politicamente com os votos de muitos incautos, dos quais tiraram grandes benefícios pessoais abandonando depois o nosso país.

A imprensa escrita e áudio visual em Portugal, perde o seu tempo em divulgar sucessos de mediocridades pessoais, que vagueiam num pequeno e incipiente mundo de ilusões, e nem um gesto para denunciar a vergonha que está a atingir centenas de milhares das nossas crianças e idosos; simplesmente remetem-se ao silêncio.

Os apelos do Papa Francisco e da Igreja, têm sido completamente ignorados; Portugal transformou-se numa irreversível fábrica de pobreza.

O Mundo tem os olhos postos no nosso país e não é por boas razões, em especial os europeus que nos vêm como os novos romenos, que invadiram as ruas das cidades nos países ricos do Norte da europa, a estender as mãos á caridade.

Alguns ex-governantes têm a cumplicidade dos meios de comunicação, que os colocam em antena aberta ou nas colunas de Jornais, para se desculparem da caótica situação em que deixaram o país.

A pobreza não chegou a Portugal por mero acaso, porque tem os seus responsáveis. Portugal está a afogar-se na dívida pública, venda do património e atraso a todos os níveis, a que se junta a perda de credibilidade que se vai refletir, nas futuras relações com outros Estados.

Estamos a ser confrontados com pobreza de longa duração; uma tempestade perfeita, que conduzirá irremediavelmente a uma situação de não retorno. Numa impressionante desfaçatez, os governantes culpam os anteriores dos males que nos atingem, os próximos culparão estes e assim sucessivamente.

A dívida de nada nos serviu para eliminar as bolsas de pobreza existentes em Portugal; tendo como consequência feito subir o número de milionários.

Em condições normais, as dívidas seriam para pagar; mas não existe nenhuma que tenha qualquer prioridade, face à sobrevivência de um povo ou de uma Nação.

Joaquim Vitorino

Joaquim Vitorino

* Joaquim Vitorino, Blogger

PS: A dívida Pública portuguesa, é maior per-capita de toda a Europa; no contexto atual, Portugal nunca terá condições de a pagar.

 

 

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