David Cameron é o responsável pelo “Brexit”.

Passou anos a estigmatizar a UE e, pretendia agora ganhar o Referendo.

Foi clara a posição de Durão Barroso hoje em Lisboa, quando acusou Cameron pelo desaire…”que sempre procurou…

Não se discute a vontade de um povo, discute-se a ausência de ideias de quem governa um país.

Só agora se avaliam as consequências do “Brexit” o que revela a fragilidade da solução.

Nem mesmo quem votou a saída, estava preparado para as consequências.

O problema maior é agora esperar pelas decisões europeias que pretendem por um lado afastar rapidamente a Inglaterra, mas, ao mesmo tempo, procuram ganhar tempo, num jogo de empurra previsivelmente complicado.

Outros países podem avançar para Referendos, espera-se que antes sejam avaliadas as consequências.

Os motivos do divórcio, segundo Cameron

Uma alteração às regras de livre circulação é a “chave” das relações entre o Reino Unido e a União Europeia

Uma alteração às regras de livre circulação de pessoas na Europa é a “chave” das relações entre o Reino Unido e a União Europeia, disse hoje o primeiro-ministro britânico, David Cameron, aos seus homólogos europeus, em Bruxelas.

Segundo fonte da comitiva do primeiro-ministro britânico, David Cameron disse no jantar com os líderes dos outros 27 Estados-membros que o Reino Unido e a União Europeia devem “ter relações económicas o mais próximas possível e que a chave para continuarem próximos é estudar uma alteração à livre circulação de pessoas”, disse a fonte.

Uma outra fonte do Governo afirmou que David Cameron também explicou durante o jantar as razões pelas quais os britânicos que votaram a favor da saída do bloco europeu.

“Um dos factores determinantes na votação a favor do Brexit foi, segundo David Cameron, que o acesso ao mercado único europeu implica a aceitação da livre circulação de pessoas”, explicou a fonte.

David Cameron anunciou horas depois de conhecido o resultado do referendo a sua demissão, com efeitos a partir de Outubro.

Apesar da pressão de outros líderes europeus, o primeiro-ministro britânico recusou-se a activar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que formaliza o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

De qualquer forma, presidente da Comissão Europeia já apontou alguns prazos limites.
“Se o novo primeiro-ministro for defensor da manutenção, o artigo 50 deve ser invocado no máximo até duas semanas após a eleição, se for defensor do Brexit, deve ser invocado no dia a seguir à eleição, não entendo a falta de entendimento do lado do Brexit”, sublinhou Jean-Claude Juncker.

Juncker garantiu ainda que o objectivo é defender os interesses, sobretudo dos cidadãos europeus.

Segundo o Euronews “depois do ponto de situação feito por David Cameron, a Cimeira continua esta quarta-feira apenas com 27 estados-membros. Os líderes vão começar uma reflexão sobre o tipo de relação que querem ter com o Reino Unido no futuro, mas também sobre como manter a União coesa, para evitar que mais países queiram sair”.

“Cameron garantiu que cidadãos da UE são muito bem-vindos”, relatou o Primeiro-Ministro português

O primeiro-ministro, António Costa, ouviu hoje do seu homólogo britânico a garantia de que “todos os originários dos Estados-membros da União Europeia (UE) são muito bem-vindos ao Reino Unido”, depois de queixas de imigrantes, incluindo portugueses, de atos xenófobos.

Após a cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, em Bruxelas, António Costa relatou aos jornalistas a “posição genérica do primeiro-ministro britânico condenando todas as formas de violência e que recusa qualquer atitude xenófoba”.

“E que todos os originários dos estados membros da UE são muito bem-vindos ao Reino Unido”, acrescentou o chefe do executivo, numa referência às queixas feitas, nos últimos dias, por imigrantes no Reino Unido, incluindo portugueses, acerca do aumento de atos racistas e xenófobos.

As autoridades britânicas registaram mais 57% de queixas contra crimes de ódio desde sexta-feira – quando foi conhecida a vitória do ‘Brexit’, ou seja a vitória da opção da saída do Reino Unido da UE, em referendo.

Questionado sobre o resultado do primeiro encontro de Cameron com os líderes europeus depois do referendo, Costa referiu que não foi dada “nenhuma informação suplementar” ao já conhecido.

O governante lembrou que nesta situação “não há uma questão de pressa ou não pressa” até porque David Cameron anunciou a sua demissão e que será o seu sucessor a negociar a saída dos 28.

António Costa indicou ainda que a única hipótese é a da saída do Reino Unido porque “nunca ninguém apresentou a hipótese de não ser respeitada a vontade do povo britânico”.

Hoje, quarta-feira decorrerá a primeira reunião informal a 27, sem o Reino Unido, sobre a questão do ‘Brexit’.

Nigel Farage

Foi fortemente atacado no Parlamento Europeu, em termos não usuais em Democracia. Humilhação é o termo mais adequado, mas, resistiu bem.

Boris Johnson o senhor que se segue nos Conservadores?

Boris Johnson

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Nigel Farage e Esposa Kim Gandy

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David Cameron

David Cameron

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