O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, insiste numa união de todos os portugueses para enfrentarmos juntos a difícil tarefa de sairmos da cauda da Europa, que é precisamente o local onde nos encontramos.

Todos reconhecemos que o Presidente Marcelo quer marcar a sua passagem por Belém, pela diferença do seu antecessor; e os portugueses não esperam outra coisa do Presidente Marcelo, mas não vai ser fácil exigir ao povo português para se unir a muitos que foram os responsáveis pelo atraso a todos níveis, em que colocaram o nosso país.

 Uma incomportável e imparável dívida pública, está a condicionar o nosso desenvolvimento; uma situação que determina e condena duas ou três gerações (75 anos) à pobreza compulsiva; comprometendo o futuro das próximas gerações, que nos vão julgar implacavelmente.

 Portugal tem estado a ser varrido por uma onda de corrupção e roubo, que recentemente também atingiu o “Museu da Presidência”; o próprio Presidente da República, mandou que se fizesse uma auditoria às contas da sua nova casa; é uma situação desprestigiante para o nosso país, que nos coloca sob o escrutínio dos nossos parceiros da Europa.

Os portugueses têm que dar uma resposta enérgica às forças políticas, para que Portugal seja retirado desta incómoda situação de suspeita e descrédito, face a todos os outros parceiros da União Europeia. Os alvos de Bruxelas são a classe política portuguesa, mas todos apanhamos por tabela; e só existe uma porta de saída para que a Nação portuguesa seja tratada com o respeito que lhe é devido, são os movimentos de cidadania, onde forças partidárias também se possam integrar; mas terão que romper com aqueles cujas práticas têm denegrido o Bom Nome de Portugal; que não pode continuar a ser enxovalhado com ameaças de Bruxelas como tem sido ultimamente; porque são inadmissíveis quando dirigidas a uma Nação soberana.

Cidadania

Cidadania

Os portugueses têm que se unir é certo, mas para apostar numa solução de um grande movimento de cidadania; porque cada vez mais está provado que o regime existente no nosso país está a perder o apoio da cidadania, porque não corresponde às espectativas dos cidadãos; onde é notória a quebra de confiança dos eleitores em alguns líderes políticos por um lado, e o afastamento dos portugueses da política o que é mais grave.

 Os muitos casos de desonestidade e corrupção detetados com grande incidência de casos recentes, têm marcado nos últimos anos a democracia portuguesa;” que está muito longe de ter atingido a maturidade.

Embora os maiores partidos do “arco da governação” tenham nas suas fileiras gente honesta, estes ainda não tiveram a coragem para “varrer dos partidos” aqueles que têm infestado o aparelho do Estado, quando são chamados a funções; porque não têm força dentro dos partidos, para alterar o tabuleiro das conveniências; que gradualmente tem vindo a empobrecer, desacreditar, e crivar o país de dívidas nos últimos 30 anos.

Os últimos acontecimentos envolvendo a banca têm arrasado a credibilidade de Portugal no exterior; levando Bruxelas a constantes ameaças pouco dignas feitas a um povo com um passado como o nosso; que não refletem o respeito devido a uma história como a nossa.

Portugal tem que se refazer das cinzas em que o colocaram; e apenas nos resta uma única esperança, que são os Jovens seriamente envolvidos nos movimentos de cidadania. Vai ser um trabalho árduo, mas valerá a pena em nome das futuras gerações; é uma missão patriótica que terão pela frente, que é devolver a dignidade aos portugueses e o bom nome a Portugal; que tem sido insultado por gente que nem sequer conhecem a nossa História.

Portugal não pode ficar mais tempo à mercê de quem o está a destruir, sendo urgente uma resposta da cidadania; é certo que o país precisa de todos, mas primeiro é urgente e necessário dispensar alguns; e não será com afetos que Portugal alguma vez se vai levantar, terá que ser com a justiça.

Joaquim Vitorino

Joaquim Vitorino

* Joaquim Vitorino

OBS: Às crianças e Jovens de Portugal

 

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