Proteger Lisboa da pandemia é a prioridade de Medina

. Fernando Medina esteve acompanhado entre outros por António Costa

A promessa? Creches gratuitas para a classe média Fernando Medina anunciou, sem surpresa, a sua recandidatura à autarquia alfacinha. António Costa foi lá dizer que “o líder do PS está de boa saúde e continuará de boa saúde”.. Numa cerimónia na Estufa Fria, o candidato detalhou o trabalho realizado ao longo dos últimos anos, mas deixou já algumas promessas caso volte a ganhar as eleições.

Uma delas é ter creches gratuitas para a classe média até 2025. 0%Volume Numa sessão que contou com a presença do secretário-geral do PS, entre outras figuras do partido, Fernando Medina anunciou que a fadista Mariza será mais uma vez a sua mandatária e deixou o slogan da sua campanha, “Mais Lisboa”. Uma frase que está já desde esta segunda-feira espalhada por vários cartazes na capital. António Costa abriu a sessão. Anunciou o óbvio — o apoio do PS a Medina —, saudou o trabalho e obra do homem que o sucedeu no comando da autarquia lisboeta e, sem citar, deixou alguns recados ao PSD e ao seu candidato à edilidade, Carlos Moedas. “Ao contrário de outras candidaturas, a de Fernando Medina não é uma candidatura para a preservação do líder do PS por interposta pessoa. Felizmente, o líder do PS está de boa saúde e continuará de boa saúde. O que se trata aqui é mesmo de Lisboa”, afirmou Costa. Já na parte final da sua curta intervenção, o secretário-geral do PS voltou à carga, dizendo que Lisboa “não pode ser um espaço de aventuras”. “Não pode ser um espaço simplesmente de afirmação de contabilização de jogos partidários. A cidade é um grande valor que o país tem”, argumentou. Medina, depois dos agradecimentos aos presentes e aos seus apoiantes, começou a sua intervenção pela sua prioridade: o combate à pandemia e às suas consequências na vida dos alfacinhas. “Nada neste tempo se sobreporá à nossa missão de proteger Lisboa e proteger os lisboetas. Nenhuma acção nos distrairá do fundamental: auxiliar os mais necessitados, apoiar a economia e o emprego, promover a testagem em massa, apoiar a aceleração da vacinação”, garantiu, destacando o programa “Lisboa Protege”. Continuar a agenda de “Lisboa cidade verde” e uma cidade “com mais habitação para jovens e trabalhadores das classes médias a preços que verdadeiramente possam pagar, assegurando o direito à cidade para todos” foram outras prioridades anunciadas. Nesta matéria, Medina deixou uma das principais promessas da candidatura: “Quero anunciar aqui que fará parte do nosso compromisso eleitoral a redução progressiva dos valores pagos pelas famílias com creches, tendo em vista assegurar que se tornarão gratuitas até ao final do mandato para as famílias jovens da classe média que residam em Lisboa.” A “ mais profunda transformação na mobilidade iniciada há quatro anos” também continua na agenda: “Iremos assegurar e apoiar a concretização do programa de expansão do metropolitano de Lisboa em décadas, através da linha circular e mais significativamente da expansão da linha vermelha de São Sebastião da Pedreira até Alcântara. Vamos assegurar o arranque da obra do metro de superfície para Oeiras e para Loures, assegurando a redução de entrada em Lisboa de dezenas de milhar de automóveis”. O turismo também entrou no seu discurso, com Medina a anunciar que vai promover com o sector “um pacto para o turismo sustentável e de qualidade”. “Porque temos de saber preservar o nosso destino e evitar que no pós-pandemia se intensifiquem as pressões para a massificação e baixa dos preços”, argumentou. No final do seu discurso, Fernando Medina manifestou “vontade e força” para prosseguir na liderança da autarquia e “fazer o que ainda não foi feito”. “Com uma visão clara do que podemos e devemos construir juntos: uma cidade mais verde, mais sustentável, mais saudável, cada vez mais para todos. Uma cidade global e cosmopolita. Uma cidade solidária onde todos podem construir o seu futuro”, concluiu.

Na cerimónia, além de António Costa, estiveram presentes, entre outros: José Luís Carneiro, o secretário-geral adjunto do PS; Mariana Vieira da Silva, membro do secretariado do partido e ministra de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros; e Ana Catarina Mendes, líder parlamentar do PS.

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